Número total de visualizações de páginas

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Dedicatória aos meus amigos... luv Ya



"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.Vamo-nos perder no tempo....Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?"Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos.Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida,isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo.....Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades....
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Ho Ho Ho... Boas Festas...!



O QUE É SER POBRE!?

Um pai, bem na vida, queria que o seu filho adolescente soubesse o que é ser pobre, e levou-o para passar uns dias com uma família de camponeses.
O miúdo passou 3 dias e 3 noites no campo.
No carro, já no regresso para a cidade, o pai perguntou:
-Que tal foi a tua experiência?
-Boa! - responde o filho, com o olhar perdido no horizonte.
-E o que é que aprendes-te? - insistiu o pai.
O filho respondeu:
1 - Que nós temos um cão e eles têm quatro.
2 - Que nós temos uma piscina com água tratada, que ocupa metade do nosso
quintal e eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde há peixinhos e
outras belezas fantásticas.
3 - Que nós importamos candeeiros do Oriente para iluminar o nosso jardim,
enquanto eles têm as estrelas e a lua para iluminá-los.
4 - O nosso quintal chega até ao muro. O deles estende-se pelo campo fora
até perder de vista...
5 - Nós compramos nossa comida feita, eles cozinham.
6 - Nós ouvimos CD's e mp3... Eles ouvem pássaros, sapos, grilos e outros
animaizinhos...tudo isto às vezes acompanhado pelo cantar de um vizinho que
trabalha a sua terra.
7 - Nós usamos o microondas. Tudo o que eles comem tem o sabor maravilhoso
do fogão a lenha.
8 - Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes...
Eles vivem com as suas portas abertas, protegidos pela amizade dos seus
vizinhos.
9 - Nós vivemos ligados ao telemóvel, ao computador, à televisão. Eles
estão
ligados à vida, ao céu, ao sol, à água, ao verde do campo, aos animais, às
suas sombras, à sua família.
O pai ficou impressionado com a partilha do seu filho e então o filho
terminou:
- Pai, obrigado por me teres ensinado o quanto somos pobres!
Cada dia estamos mais pobres de espírito e de observação da natureza, que
são as grandes obras de Deus.
Preocupamo-nos em TER, TER, TER, E CADA VEZ MAIS TER, em vez de nos
preocuparmos mais em SER: SER cada vez mais, SER cada vez melhor, SER
verdadeiro, SER livre, SER completo.

É desta que vamos deixar o menino nascer nos nossos corações? Eu vou! Poixaaaaa... já não era sem tempo... lool... ;)
Sem muito mais a acrescentar... a todos um Feliz Natal e um 2007 melhor que 2006 e o pior dos que se seguem... Um bem haja!
Rute Lopes

segunda-feira, novembro 13, 2006

"DESPENALIZAR" ou "DES-RESPONSABILIZAR"



ARTIGO 142º
Interrupção da gravidez não punível

1. Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:

a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;

b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida, e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;

c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de doença grave ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio mais adequado de acordo com as legis artis excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo; ou

d) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.

2. A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.

3. O consentimento é prestado:

a) Em documento assinado pela mulher grávida ou a seu rogo e, sempre que possível, com a antecedência mínima de 3 dias relativamente à data da intervenção; ou

b) No caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz, respectiva e sucessivamente, conforme os casos, pelo representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer parentes da linha colateral.

4. Se não for possível obter o consentimento nos termos do número anterior e a efectivação da interrupção da gravidez se revestir de urgência, o médico decide em consciência face à situação, socorrendo-se, sempre que possível, do parecer de outro ou outros médicos.

Para quem ainda tinha dúvidas ou tem, quanto ao referendo que se aproxima, veja e reveja a lei actual e pense, se é necessário fazer alguma alteração à mesma, ou "despenalizar" alguma coisa. A imagem que associada ao texto é de um embrião de 10 semanas... diz-te alguma coisa...?
Sejamos conscientes do que somos para podermos assumir o que fazemos.
"DESPENALIZAR" ou "DES-RESPONSABILIZAR" ?